30 março 2018

Cavaleiros Templários - História


Ordem dos Templários

A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim: "Ordo Pauperum Commilitonum Christi Templique Salominici"), conhecida como Cavaleiros Templários, Ordem do Templo (em francês: Ordre du Temple ou Templiers) ou simplesmente como Templários, foi uma ordem militar de Cavalaria. A organização existiu por cerca de dois séculos na Idade Média (1118-1312), fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista.

Os seus membros fizeram voto de pobreza e castidade para se tornarem monges, usavam mantos brancos com a característica cruz vermelha, e o seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros. Em decorrência do local onde originalmente se estabeleceram (o monte do Templo em Jerusalém, onde existira o Templo de Salomão, e onde se ergue a atual Mesquita de Al-Aqsa) e do voto de pobreza e da fé em Cristo denominaram-se "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão".

O sucesso dos Templários esteve vinculado ao das Cruzadas. Quando a Terra Santa foi perdida, o apoio à ordem reduziu-se. Rumores acerca da cerimônia de iniciação secreta dos Templários criaram desconfianças, e o rei Filipe IV de França - também conhecido como Felipe, O Belo - profundamente endividado com a ordem, começou a pressionar o papa Clemente V a tomar medidas contra eles. Em 1307, muitos dos membros da Ordem em França foram detidos e queimados publicamente. Em 1312, o papa Clemente dissolveu a ordem. O súbito desaparecimento da maior parte da infraestrutura europeia da ordem deu origem a especulações e lendas, que mantêm o nome dos templários vivo até aos dias atuais.

Cavaleiro Templário

A Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém...

A primeira sede dos cavaleiros templários, a Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, o monte do Templo. Os cruzados chamaram-lhe de o Templo de Salomão, como ele foi construído em cima das ruínas do templo original, e foi a partir desse local que os cavaleiros tomaram seu nome de templários.

A ordem tornou-se uma das favoritas da caridade em toda a cristandade, e cresceu rapidamente tanto em membros quanto em poder; seus membros estavam entre as mais qualificadas unidades de combate nas Cruzadas e os membros não-combatentes da ordem geriam uma vasta infraestrutura econômica, inovando em técnicas financeiras que constituíam o embrião de um sistema bancário, e erguendo muitas fortificações por toda a Europa e a Terra Santa.

Em 14 de outubro de 1229, o papa Gregório IX emitiu a bula, Ipsa nos cogit pietas, dirigida ao grão-mestre e aos cavaleiros da Ordem do Templo que os isenta de pagar o dízimo para as despesas da Terra Santa, atendendo "à guerra contínua que sustentavam contra os infiéis, arriscando a vida e a fazenda pela fé e amor de Cristo".

Um contemporâneo (Jacques de Vitry) descreve os templários como "leões de guerra e cordeiros no lar; rudes cavaleiros no campo de batalha, monges piedosos na capela; temidos pelos inimigos de Cristo, a suavidade para com Seus amigos"

A Regra dos Templários

A regra dessa ordem religiosa de monges guerreiros (militar) foi escrita por São Bernardo. A sua divisa foi extraída do livro dos Salmos: "Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo ad gloriam" (Slm. 115:1 - Vulgata Latina) que significa "Não a nós, Senhor, não a nós, mas pela Glória de teu nome" (tradução Almeida). A regra dividia-se em 72 capítulos distribuídos em sete seções: I- A regra primitiva; II- Os estatutos hierárquicos; III- Penitências; IV- Vida Monástica; V- Capítulos comuns; VI- Maiores detalhes de penitências e VII- Recepção na Ordem.

A regra era bem típica de uma sociedade feudal, entre algumas regras estavam que a admissão de novos candidatos seria aprovada pelo bispo local, abster-se de carne às quartas-feiras e algumas curiosas, como dois cavaleiros deveriam comer do mesmo prato. Oficialmente, como consta na regra templária, o termo correto para designar o maior superior hierárquico era Mestre do Templo e não grão-mestre, como lhe é referido nos dias atuais.

Para ser admitido como cavaleiro, o postulante deveria ser cristão, conhecer a regra templária (antes mesmo de ser admitido), jurar viver em castidade e pobreza e ser obediente ao mestre do templo. A iniciação se dava com uma cerimônia religiosa realizada por um dos padres da ordem.

Estátua de um cavaleiro templário...

Com o passar do tempo, a Ordem do Templo ficou riquíssima e muito poderosa: receberam várias doações de terras na Europa. Entre algumas doações estão a herança do rei Afonso I de Aragão que, por não possuir herdeiro do sexo masculino, deixou todos seus bens às ordens de cavalaria (Templários, Hospitalários e do Santo Sepulcro) e a floresta de Cera com o Castelo de Soure, doados pela Rainha de Portugal, Teresa de Leão, com a condição de que expulsassem os sarracenos do país. Além das doações de seculares à ordem, os Templários também recebiam constantes benesses do Papado:



Tiago de Molay e Geoffroy de Charnay
Templários condenados à fogueira

O Julgamento dos Templários

As derrotas sofridas pela ordem reforçaram a ideia, nos altos escalões do clero, de que os templários já não cumpriam sua missão de liberar e proteger os caminhos para Jerusalém. A principal derrota aconteceu em 1291, quando os muçulmanos conquistaram São João de Acre, a última cidade cristã na Terra Santa . Antes de tal ocorrido, o rei Filipe IV de França havia solicitado sua entrada na ordem, porém, não foi aceito por se recusar à abdicar de sua riquezas e poderes, a partir desse momento começou sua perseguição à Ordem do Templo acusando-os de heresia.

A ordem de prisão foi redigida em 14 de setembro de 1307 no dia da exaltação da Santa Cruz, e no dia 13 de outubro de 1307 (uma sexta-feira), todos os cavaleiros que estavam em território francês são detidos.

A Ordem do Templo é extinta em 22 de março de 1312, pela bula Vox clamantis. O papa Clemente V, através bula Ad providam de 2 de maio de 1312, transfere todos os bens templários para os Hospitalários, exceto os de Portugal, de Castela, de Aragão e de Maiorca, os quais ficariam na posse interina dos monarcas, até o conselho decidir qual o seu destino.

No adro da Igreja de Notre-Dame, em Paris, fora instalado um cadafalso, para no dia 18 de março de 1314 anunciar a sentença de prisão perpétua aos cavaleiros Tiago de Molay, Hughes de Pairaud, Geoffroy de Charnay e Geoffroy de Gonneville. Em meio ao anúncio da sentença, De Molay e Geoffroy de Charnay levantaram-se bradando sua inocência e a de todos os Templários, que todos os crimes e geresias a eles atribuídos foram inventados. No mesmo dia, armou-se uma fogueira próxima ao jardim do palácio onde foram queimados Tiago de Molay e Geoffroy de Charnay.

Anel Templário

Ao líder templário, Tiago de Molay, é imputada a maldição da Sexta-Feira 13, que ao ser queimado na fogueira teria amaldiçoado a data. Contudo, não há qualquer documento ou registro de tal maldição, além do que, De Molay, e mais 3 líderes templários, foram queimados no dia 18 de março de 1314, e não dia 13. Tal crença se origina com a morte de seus executores no mesmo ano da morte de Molay; do papa Clemente V em 20 de Abril de 1314 e de Filipe IV de França em 29 de novembro.

Além de possuir riquezas (ainda hoje procuradas) e uma enorme quantidade de terras na Europa, a Ordem dos Templários possuía uma grande esquadra. Os cavaleiros, além de temidos guerreiros em terra, eram também exímios navegadores e utilizavam sua frota para deslocamentos e negócios com várias nações.


A Cúpula da Rocha, uma das estruturas
do Monte do Templo...

Lendas e Relíquias

A destruição do arquivo central dos Templários (que estava na Ilha de Chipre) em 1571 pelos otomanos[carece de fontes], tornou-se o principal motivo da pequena quantidade de informações disponíveis e da quantidade enorme de lendas e versões sobre sua história.

Os Templários tornaram-se, assim, associados a lendas sobre segredos e mistérios, e mais rumores foram adicionados nos romances de ficção populares, como Ivanhoe, Pêndulo de Foucault, e O Código Da Vinci, filmes modernos, tais como "A Lenda do Tesouro Perdido" e Indiana Jones e a Última Cruzada, bem como jogos de vídeo, como Broken Sword e Assassin's Creed.

A Cúpula da Rocha, uma das estruturas do Monte do Templo
Uma das versões faz ligação entre os Templários e uma das mais influentes e famosas sociedades secretas, a Maçonaria. Contudo a mesma é fundada apenas em 1717, quatro séculos após o fim dos Templários, na Inglaterra.

Historiadores acreditam na separação dos templários quando a perseguição na França foi declarada. Um dos lugares prováveis para refúgio teria sido a Escócia, onde apenas dois Templários haviam sido presos e ambos eram ingleses. Embora os cavaleiros estivessem em território seguro, sempre havia o medo de serem descobertos e considerados novamente como traidores. Por isso teriam se valido de seus conhecimentos da arquitetura sagrada e assumiram um novo disfarce para fazerem parte da maçonaria.

Jacques De Molay, o último Grão-Mestre
da Ordem dos Templários

Jacques De Molay, o último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, em representação do século XIX. Hoje não existe nenhum retrato seu feito em vida.

Jacques de Molay, por vezes também chamado Tiago de Molay, (em latim: Iacobus Burgundus; em francês: Jacques de Molay;  (Molay, 1244 — Paris, 18 de março de 1314) foi um nobre, militar, cavaleiro e o último grão-mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários. Nascido em Molay, pertencia a uma família da pequena nobreza francesa. É hoje o patrono da Ordem DeMolay.

Placa assinalando o lugar da execução
de Jacques de Molay

Placa assinalando o lugar da execução de Jacques de Molay, na Île de la Cité, em Paris: Neste local, Jacques de Molay, último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, foi queimado, em 18 de março de 1314.

Ao ver que o processo estava ficando fora do seu controle e estando a absolvição da ordem ainda pendente, Filipe IV, o belo, decide um golpe de mão para que a questão templária fosse terminada. Ordena o rapto de Jacques de Molay e de Geoffroy de Charnay, então sob a custódia da comissão de bispos, e ordena que sejam queimados numa fogueira na Île de la Cité, pouco depois das vésperas, em 18 de março de 1314.

Com isso Jacques de Molay passou a ser conhecido como um símbolo de lealdade e companheirismo, pois preferiu morrer a entregar seus companheiros ou faltar com seu juramento.

O Apanhador no Campo de Centeio - Meus Livros


O apanhador no campo de centeio
Título Original: The Catcher in the Rye
(J. D. Salinger)

Publicado inicialmente em formato de revista, entre 1945-1946, nos Estados Unidos, foi posteriormente editado no formato de livro em 1951, tornando-se um dos romances mais lidos no país.

Originalmente publicado para adultos, desde então se tornou popular entre jovens leitores por lidar com temas tipicamente adolescentes como confusão, angústia, alienação, linguagem e rebelião. Foi traduzido para quase todas as principais línguas do mundo. Cerca de 250,000 cópias são vendidas todo ano, com um total de vendas de mais de 65 milhões. O protagonista e anti-herói do romance, Holden Caulfield, se tornou um ícone da rebelião adolescente.

O livro foi incluído na lista dos 100 melhores romances da língua inglesa escritas desde 1923 da Times em 2005, e foi nomeado pela Modern Library e seus leitores como um dos 100 melhores livros da língua inglesa do século 20. Tem sido frequentemente censurado nos Estados Unidos e em outros países pelo uso liberal de palavras de baixo calão e retrato de sexualidade e dilemas adolescentes. Também lida com questões complexas de identidade, pertencimento, conexão e alienação.

Ele também é o livro que o assassino de John Lennon segurava ao esperar a polícia na cena do crime.


História:

O livro narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, um jovem de dezessete anos vindo de uma família abastada de Nova Iorque. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, o Colégio Pencey, volta para casa mais cedo no inverno, depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso da escola. No regresso para casa, decide fazer um périplo, adiando, assim, o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassando sua peculiar visão de mundo e tentando definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si, como um professor, uma antiga namorada, sua irmãzinha, e, junto a eles, tenta explicar e inclusive entender a confusão que passa pela sua cabeça.

Elenco Principal:

Holden Caulfield  - Personagem principal
Ward Stradlater - Colega de quarto de Holden
Ackley - Colega de quarto de Holden
Sally Hayes - Antiga namorada de Holden
Allie - Irmão de Holden (morto)
Phoebe - Irmã caçula de Holden
Sr. Antolini - Professor de Inglês de Holden


O Escritor Norte-americano Salinger

Jerome David Salinger (Nova Iorque, 1 de janeiro de 1919 — Cornish, New Hampshire, 27 de janeiro de 2010). Foi um escritor norte-americano. Sua obra mais conhecida é o romance intitulado The Catcher in the Rye (O Apanhador no Campo de Centeio (título no Brasil) ou Uma agulha no palheiro (título em Portugal), publicado em 1951 nos Estados Unidos.

Nazistas Entre Nós - Meus Livros


Nazistas Entre Nós
(Marcos Guterman)

Os nazistas, responsáveis pelo Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, foram exemplarmente punidos após a derrota alemã, certo? Não foi bem assim. Muitos desses carrascos desfrutaram o resto da vida em liberdade, em vários cantos do planeta, como se fossem parte da mesma sociedade civilizada que eles tanto se esforçaram em destruir. Eram vistos como vizinhos pacatos, cidadãos de bem. E isso só foi possível porque, aos olhos de muita gente, o “passado” deveria ficar no “passado”. É essa história de impunidade que o historiador e jornalista Marcos Guterman conta.

A Boa Vida dos Nazistas na América...

Refugiados em outros países, seis oficiais nazistas viveram (ou morreram) tranquilamente, alguns sem responder por suas atrocidades

"Por Carlota Cafiero para o Jornal A Tribuna"

Wolfgang Gerhard era um senhor de bigodes fartos e origem austríaca, que passava os dias assistindo novelas. Solitário, reclamava do custo de vida em São Paulo e pensou em suicídio ao ser abandonado por uma namorada. Mas ele morreu depois de sofrer um derrame, em 1979, durante um banho de mar em Bertioga.

Enterrado em Embu das Artes, Região Metropolitana de São Paulo, Gerhard, na verdade, era o médico alemão Josef Mengele, que ganhou a alcunha de Anjo da Morte por causa de suas experiências nos campos de extermínio nazistas, especialmente com crianças gêmeas. Sobre seus ombros pesa a morte de 400 mil pessoas no Terceiro Reich, mas ele morreu 35 anos após a Segunda Guerra, sem ser julgado.

O caso de Mengele é o mais emblemático para os brasileiros, mas o jornalista Marcos Guterman levantou a história de mais cinco oficiais das forças armadas hitlerianas que, graças a uma rede mundial de auxílio aos nazistas – e à nossa capacidade de esquecer –, fugiram para a América Latina.

Neto de sobreviventes do Holocausto, o jornalista de 48 anos é autor do livro "Nazistas Entre Nós" – A Trajetória dos oficiais de Hitler depois da Guerra (Editora Contexto,) e, curiosamente, carrega o sobrenome de origem alemã, que significa Homem Bom. Doutor em História pela Universidade de São Paulo e pesquisador do Laboratório de Estudos Sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação da USP, Guterman é editorialista do jornal O Estado de S. Paulo, e levou dois anos entre a pesquisa e a escrita. Ele conseguiu sintetizar o vasto material consultado em um texto ágil e acessível, e em apenas 192 páginas (a prática em redação de jornal, com certeza, colaborou).

“Eu tinha muita coisa levantada para o meu doutorado, mas foi conversando com o historiador, professor e fundador da Editora Contexto, Jaime Pinsky, que cheguei a esse recorte da história”, conta o jornalista, que seguiu a dica para “olhar para frente”, ou seja, para o período pós-Holocausto.

O Brasil Nazista...

PROSPERIDADE NO BRASIL

O título do livro, ressalta o autor, chama atenção para um fato que passou despercebido para muita gente: “Eu queria passar a ideia do modo tranquilo com que os nazistas desenvolveram suas vidas entre nós”.

O entre nós engloba países da América Latina (especialmente, Argentina, Brasil, Bolívia e Paraguai), onde os nazistas, às vistas do serviço secreto americano e com ajuda de membros do Vaticano e da Cruz Vermelha, se refugiaram.

O oficial austríaco Franz Stangl, por exemplo, esteve na linha de frente do programa de assassinatos de deficientes mentais na Alemanha, e comandou dois campos de extermínio na Polônia: Sobibor e Treblinka. Em 1951, ele desembarcou com a família no Porto de Santos, vindo de Gênova, na Itália. “Era um homem amoroso, apaixonado pela mulher e os filhos, que negava os crimes que cometeu”, conta Guterman, que desenvolve teorias à luz da psicanálise, como a ideia do duplo eu. “Seria um outro eu o responsável por lidar com assassinatos em massa. Assim, era esse outro eu quem fazia o trabalho sujo”, escreve no livro.


Trecho do Livro:

“A Bolívia foi escolhida por (Klaus) Barbie, em 1951, provavelmente porque se tratava de um destino distante dos radares dos caçadores de nazistas, mais preocupados em procurá-los na Argentina, notório santuário dos integrantes do Terceiro Reich. Mesmo num país com as características exóticas da Bolívia, Barbie encontrou por lá muitos alemães simpatizantes do nazismo, que costumavam se reunir especialmente num clube alemão, em La Paz, onde podiam celebrar os velhos tempos. Ademais, o carrasco obteve ali a ajuda necessária para se estabelecer, possivelmente graças à rede internacional de auxílio para nazistas que atuaria em diversos outros casos. Foi graças a essa solidariedade que Barbie logo arranjou um trabalho, como administrador de uma serralheria que pertencia a alguns judeus, em La Paz. Com seu sobrenome tipicamente judeu, aliás, Barbie conseguiu até mesmo fazer negócios com a pequena comunidade judaica da Bolívia”.
Stangl trabalhou e prosperou no Brasil, onde construiu casas em São Bernardo do Campo, no Grande ABC, e no Brooklin, zona sul de São Paulo, antes de ser condenado à prisão perpétua pelo Tribunal de Düsseldorf, em 1970, e morrer no ano seguinte, aos 63 anos, em sua cela.

O livro ainda conta os destinos de mais quatro nazistas: Albert Speer, Klaus Barbie (o Açougueiro de Lyon), Gustav Wagner e Adolf Eichmann.

Elenco Principal:

Adolf Eichmann - Tenente Coronel da SS
Albert Speer - Arquiteto Chefe do Terceiro Reich
Gustav Wagner - Sargento e subcomandante do Campo de Sobibor
Klaus Barbie - Oficial da SS "o açougueiro de Lyon"
Franz Stangl - Comandante dos campos de Sobibor e Treblinka
Josef Mengele - Médico no campo de concentração de Auschwitz "o Anjo da morte"



25 março 2018

A Covardia de não ter te Amado - Poemas de Marcelo H. Zacarelli


A Covardia de não ter te Amado

Eu te amo! Muito tempo depois de ouvir esta frase dos teus lábios, ainda busco entender o porquê de tê-la deixado. Quando o amor dominava os nossos sentimentos, eu deixei que o orgulho imperasse em meu pensamento e falasse mais alto que a razão. Ainda me lembro dos tempos que ainda sozinho caminhava como criança que brinca no quintal, e ao abrir o portão com dificuldade, entrava para um mundo de imaginações. Foi um erro subestimar as tuas vontades, você teimava em mostrar o seu mundo, ele era puro e ao mesmo tempo sonhador.
Eu insistia em caminhar na realidade onde pedras duras machucavam meus pés. Eu te via com os olhos da carne, quando devia te ver com o coração. Talvez estivesse nos preparando para o futuro, então eu não percebia que o tempo era meu maior inimigo.

Achei que a distância pudesse te oferecer outros valores, e na tua ausência deixei que minha cabeça virasse um alçapão, ele era farto de pensamentos confusos, intermináveis solidão nas madrugadas em meu quarto. Fui um covarde e não lhe dei a menor chance quando voltastes aos meus braços. Como castigo hoje vivo sozinho eu e a solidão, e não há quem possa me fazer sorrir como outrora.
Vivo das lembranças dos teus beijos, e só eu sei por que vivo, por que o ar que respiro é combustível, muito tempo depois de ouvir dos teus lábios eu te amo.

*** Carta escrita por um homem que perdeu seu amor por causa do seu próprio orgulho. ***

Marcelo Henrique Zacarelli
Itaquaquecetuba, 19 de Janeiro de 1998. 

Você teimava em mostrar o seu mundo,
ele era puro e ao mesmo tempo sonhador.

A Cidade do amor - Poemas de Marcelo H. Zacarelli

Foto: Prefeitura de Arujá (SP)

A cidade do Amor

Arujá é a cidade do amor não podemos negar
Foi lá que nos perdemos tentando se encontrar
As Pessoas passavam por nós como não existissem
O amor era nosso ponto de partida como eu sempre disse

As luzes de mercúrio foram testemunhas de sussurros
A lua descalçada aos céus calçava seus coturnos
Mas não pense que acertou meu coração para sempre meu amor
Como eu sempre disse

Arujá é a cidade do amor vamos para lá acampar
Deixe a preguiça de lado, pois lá o céu é ímpar...

Arujá é a cidade do amor sinta seu perfume
Como rosas desarraigadas sentem teu ciúme
Mas não pense que acertou meu coração para sempre meu amor
Como eu sempre disse

Arujá é a cidade do amor vamos para lá acampar
Deixe a preguiça de lado, pois lá o céu é ímpar...

É impossível que você não se lembre esses anos todos
Que Arujá assaltou nossa juventude nos deixando bobos
Mas a algo que eu ainda não te disse meu amor
Como eu sempre disse

9 de Agosto meu amor
Olhe para o céu
Sinta o frescor das árvores
Arujá é a cidade do amor
Como eu sempre disse.

"Esta poesia é uma homenagem a cidade de Arujá (SP)
E também a mulher que amo Fernanda Villarim Zacarelli".

Marcelo Henrique Zacarelli
Village, abril de 2011 no dia 21.

A lua descalçada aos céus calçava seus coturnos


A Amazônia dos teus Olhos - Poemas de Marcelo H. Zacarelli


A Amazônia dos teus Olhos

Vejo as coníferas Siberianas, em forma de cones
E a cordilheira dos Andes, lágrimas congeladas;
Vejo os campos onde cavalos correm apressados
E uma saudade avassaladora.

Vejo de cima as suas copas largas
E o coração do Aconcágua
Vejo as crianças correrem descalça
E uma vontade arrebatadora.

Vejo as águas turvas da várzea, decorrentes
E as águas escuras de Igapó no coração do homem
Vejo a esperança do cerrado a caatinga
Extraidores desarmados de vergonha.

Eu vejo uma vontade avassaladora
Eu vejo uma saudade arrebatadora
Vejo as crianças correrem descalça
Na Amazônia dos teus olhos.

O céu não é menos azul nos dias de hoje
E o arco Iris reedita suas cores sem preguiça
O coração do homem é promíscuo
As crianças continuam correndo.

Haverá um tempo em que se lembrará de mim
Quando o sol descer em rapel das montanhas
Eu busco compreender todo este verde
Na Amazônia dos teus olhos.

Se algum dia eu não resistir às investidas
Ao golpe do machado ou geleiras derretidas
Ainda assim haverá uma esperança
Na Amazônia dos teus olhos.

Eu vejo uma vontade avassaladora
Eu vejo uma saudade arrebatadora
Vejo as crianças correrem descalça
Na Amazônia dos teus olhos.

Marcelo Henrique Zacarelli
Village, Maio de 2011 no dia 18.

Eu busco compreender todo este verde
Na Amazônia dos teus olhos.

A Alma e Força da Mulher - Poemas de Marcelo H. Zacarelli


A Alma e Força da Mulher

Seria muita pretensão de minha parte subestimar
A ousadia dos teus lábios,
Seria de uma tamanha inoperância
Desvendar os teus pensamentos,
A formosura do teu rosto assusta
Porém meu sentimento auspicioso toma conta de mim;
Não me dou por conta quando meu jeito sarcástico de agir
Zomba dos meus sentimentos
Nem quando meus pensamentos deixam-se
Extravasar pela transparência de meus atos,
Perder-me na mais vislumbrante beleza
Que teu peito oferece, enriqueceria meu rubor,
Aquele na qual penetrar no intimo da alma de uma mulher
Poderá descobrir na impaciência do seu pulso firme,
E na impetuosidade descontraída do seu jeito de olhar
Estará escondido um tesouro de inigualável valor,
O coração é um barco que leva o homem a navegar
Pelas veias da perdição, onde naufraga no anonimato,
Fazendo o afogar em sua própria dor...
Mesmo dotado de uma experiência que a vida me valeu
Não consigo desvendar a volubilidade do pensamento
Maduro e abstrato que oferece os lábios de uma mulher;
Quantos buscam sorrir ocultando no intimo de seu ego
E acabaram derrotados pela oscilação de sussurros descuidados,
Nas palavras de uma mulher encontrei um convite
No toque dos teus dedos a chave e diante de seus olhos,
Estão às portas da imaginação, as escassezes do desejo,
A enigmática magia de viajar na mais pura sensibilidade
Sinta-se em seus braços, e repouse no acalento de seus seios...
E deixe que a vida lhe pregue um capitulo em sua história,
Portanto não se engane, tens o poder de tocar o seu corpo,
Conduzi-la a um ato pecaminoso, controlar parte de seus sentimentos,
Até mesmo encantá-la por um momento,
Portanto não se engane outra vez, ninguém tem sabedoria o bastante,
A ponto de conhecer o coração e a alma de uma mulher.

Marcelo Henrique Zacarelli
Itaquaquecetuba, 19 de junho de 2001.

Nas palavras de uma mulher encontrei um convite
No toque dos teus dedos a chave...

O Tempo - Mário Quintana


O Tempo 
(Mário Quintana)

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho 
a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.

O Poeta e Jornalista gaúcho Mário Quintana

Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Em 1953, Quintana trabalhou no jornal Correio do Povo, como colunista da página de cultura, que saía aos sábados, e em 1977 saiu do jornal. Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. 

No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1976, ao completar 70 anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do Rio Grande do Sul. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra.


Monumento a Carlos Drummond de Andrade e a Mário Quintana, de autoria de Francisco Stockinger, na Praça da Alfândega, Porto Alegre, Brasil.

Madame Bovary - Meus Livros


Madame Bovary
(Gustave Flaubert)

Madame Bovary é um romance que foi escrito por Gustave Flaubert e que resultou num escândalo ao ser publicado em 1857. O livro "Romance Dos Romances ", Madame Bovary é considerado pioneiro dentre os romances realistas; não somente, o livro tornou-se famoso por sua originalidade, o qual posteriormente levou a cunhagem do termo de psicologia bovarismo, Madame Bovaryem referência as características psicológicas da protagonista da obra. Quando o livro foi lançado, houve na França um grande interesse pelo romance, pois levou seu autor a julgamento.


Illustration of Madame Bovary by Gustave Flaubert (1821-1880)

Histórico:

Flaubert criou uma cena muito peculiar para sua época tendo em vista os meios foi levado aos tribunais, onde utilizou a famosa frase "Emma Bovary c'est moi" (Emma Bovary sou eu) para se defender das acusações. Acusado de ofensa à moral e à religião, num processo contra o autor e também contra Laurent Pichat, diretor da revista Revue de Paris, em que a história foi publicada pela primeira vez, em episódios e com alguns pequenos cortes.

A Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena absolveu Flaubert, mas o mesmo procedimento não foi adotado pelos críticos puritanos da época, que não perdoaram o autor pelo tratamento cru que ele tinha dado, no romance, ao tema do adultério, pela crítica ao clero e à burguesia: (Gostava do mar apenas pelas suas tempestades e da verdura só quando a encontrava espalhada entre ruínas. Tinha necessidade de tirar de tudo uma espécie de benefício pessoal e rejeitava como inútil o que quer que não contribuísse para a satisfação imediata de um desejo do seu coração - tendo um temperamento mais sentimental do que artístico e interessando-se mais por emoções do que por paisagens.)

Mia Wasikowska na pele de Emma Bovary

Enredo:

O romance conta a história de Emma, uma jovem sonhadora, criada no campo e educada em um convento. De alma burguesa, bonita e requintada para os padrões provincianos, aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental. Com a cabeça cheia de fantasias românticas e disposta a sair do campo, casa-se com Charles, um médico interiorano sem nenhuma ambição. Pouco tempo depois do casamento, Emma se dá conta de que a vida de casada não era aquele sonho maravilhoso retratado nos livros que lia. Nem mesmo o nascimento da filha consegue deixá-la menos entediada e frustrada com a vida que escolhera. Sentia-se infeliz, cansada do marido, pois sabia que Charles jamais conseguiria satisfazer seus desejos de amor. 

Emma, cada vez mais angustiada e deprimida, busca no adultério uma forma de encontrar a liberdade e a felicidade. Decepcionada com o marido e com os amantes, Emma dá fim a própria vida tomando arsênico. Charles só descobre que foi traído depois da morte da esposa, quando encontra no fundo de uma gaveta as cartas de Léon e Rodolphe, amantes de Emma. O sofrimento de Charles é tão grande que ele acaba morrendo. Berthe, a filha do casal, vê o pai com “a cabeça caída para trás e encostada à parede, os olhos fechados, a boca aberta (...) E acreditando que ele estava a brincar empurrou-o levemente. Caiu no chão. Estava morto”.

Elenco Principal:

Emma Rouault (Bovary)  - Personagem Principal
Dr. Charles Bovary  - Médico e esposo de Emma
Léon Dupuis - Escrevente do advogado (Amante de Emma)
Rodolphe - Rico Empresário (Amante de Emma)
Berthe - Filha do casal (Emma e Charles)
Padre Bournisien - Amigo de Emma
Lhereux - Comerciante e Agiota
Homais - Farmacêutico




Madame Bovary é um filme de drama estadunidense realizado por Sophie Barthes. Foi baseado no romance homônimo de Gustave Flaubert. O filme estrelou Mia Wasikowska, Henry Lloyd-Hughes, Paul Giamatti, e Ezra Miller. O filme foi lançado nos Estados Unidos em 12 de junho de 2015, e em Portugal em 25 de junho do mesmo ano.

Em março de 2012, foi noticiado que Mia Wasikowska foi escalada para o filme, que seria realizado por Sophie Barthes. Ezra Miller foi escalado em maio e Rhys Ifans em outubro de 2012. Laura Carmichael, Olivier Gourmet, e Logan Marshall-Green foram escalados em setembro de 2013. As filmagens iniciaram-se em Normandia, em 30 de setembro de 2013.

Mia Wasikowska é Emma Bovary

Em março de 2012, foi noticiado que Mia Wasikowska foi escalada para o filme, que seria realizado por Sophie Barthes. Ezra Miller foi escalado em maio e Rhys Ifans em outubro de 2012. Laura Carmichael, Olivier Gourmet, e Logan Marshall-Green foram escalados em setembro de 2013. As filmagens iniciaram-se em Normandia, em 30 de setembro de 2013.


O Escritor Francês Gustave Flaubert

Gustave Flaubert (Rouen, 12 de dezembro de 1821 – Croisset, 8 de maio de 1880). Foi um escritor francês. Prosador importante, Flaubert marcou a literatura francesa pela profundidade de suas análises psicológicas, seu senso de realidade, sua lucidez sobre o comportamento social, e pela força de seu estilo em grandes romances, tais como Madame Bovary (1857), A Educação Sentimental (1869), Salambô (1862) e contos, tal como Trois contes (1877).